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Minha experiência nas Minas

Ernesto Libombo

História da viagem

Ernesto Libombo

Ernesto Libombo, o Orgulho da profissão

Eram 16.00 horas do dia 25 de Setembro de 1985 quando pela primeira vez partia do recinto da WENELA em Ressano Garcia, recrutado para as minas de ouro da Africa do Sul. Um Polícia da WENELA apitou, dando sinal para todos os recrutados se dirigirem á Estação dos Caminhos de Ferro de Moçambique – CFM, para tomar o comboio, mais conhecido por Xitimela xa Magaiza.  Notava-se entre nós uma diferença comportamental dos grupos devido a existência de novatos e de mineiros experientes que já haviam se familiarizado com a tragectória.

Depois da atravessia da fronteira para o lado sul africano, o comboio parou e todos saimos com as nossas maletas, formando duas bichas e caminhando em direcção ás quatro mesas de polícias Sul Africana, para a revista.  Era normal um mineiro levar consigo cartas entregues por quatro a cinco famílias para os pais, maridos, irmãos e amigos que trabalham nas minas. Como o preenchimento dos contratos era manual, isso levava a que o processo de contratação também fosse moroso, o que nos custava 48 a 72 horas para chegarmos nas minas. Então levavamos algumas merendas de produtos não perecíveis como castanha de cajú, carne assada, amendoim, entre outros. O que me espantou foi a atitude da polícia sul africana de recolher todas as merendas alegando não autorizadas a atravessar a fronteira, mas que deviam ser deitadas em latas previamente preparadas para o efeito e agrupadas de acordo com o tipo do produto. 

Ninguém podia comentar e todos tinhamos que cumprir com as instruções dos polícias do Apartheid.  Depois da revista e desse tipo de tratamento,  o comboio partiu com destino á Muzilikazi, onde viajamos toda a noite e chegamos em Joanesburgo as 06.00 horas da manhã.


Abertura de Cadastro na Indústria Mineira

Muzilikazi era um Centro de Concentração de mineiros vindos de todos os países da região que forneciam a mão de obra na indústria e estava implantado na Cidade de Joanesburgo. Todos os comboios de transporte de mineiros convergiam lá quer para os mineiros que iam iniciar os seus contratos e para os que terminavam e voltavam para as casas. É neste Centro onde fazia-se o primeiro registo do processo individual de cada mineiro, e consequente atribuição do número único de identificação na indústria, com o famoso nome de baptismo de MAKHULO -SKOP.


Início de actividades na Mina

boksburg

Vista da Boksburg, cidade onde esta situada a ERPM

Já na mina, com os nossos números de identificação industrial, fomos submetidos a uma inspensão médica básica completa que culminou com o processo de Aclimatização para avaliar a aptidão física em função ao clima que se faz sentir na mina. Foi todo um exercício novo que nunca na vida havia experimentado. Aprendia fazendo, mas tudo deixava marca na consciência. Depois desta maratona, fui atribuido o Sector e apresentado ao Líder do sector, a quém devia obedecer todas as suas instruções. Nove dias passaram ainda no processo de aprendizagem e aclimatização, e agora tinha chegado o momento de descer a mina. No dia seguinte juntei-me ao meu Líder que tratou de me indicar os locais de levantamento dos materiais. Depois disso fomos ao elevador.

Nunca havia ganho um susto como o que me abalou na minha primeira descida a mina naquele dia. Apesar da advertência previamente feita, senti repentinamente que não estivesse em terra firme, como se de Para-Quedas estivesse a saltar. Fechei os olhos e apertei os dentes e, como se não bastasse apoiei-me no corpo da pessoa que esteve próximo de mim, mas continuei com medo. Senti o coração a saltar, o cabelo a arepiar e os ouvidos a intupirem-se. Tudo isso havia acontecido numa fracção de segundos e o levador parava na 3ª Estação para descermos. Tratava-se da Mina de Ouro da ERPM na Cidade de Boksburg em Joanesburgo. Familiarizei-me daquele ambiente em três dias  e acabei trabalhando naquela mina por 3 anos e abandonei em 1990 a partir da diminuição da mão de obra.

Elsburg Mine

Cinco meses depois de perda de emprego na ERPM fui contratado para a mina da Elsburg Mine na Cidade de Westonaria, ainda na Província de Transval.  Nesta última voltei a trabalhar na mina mas mudando de profissão. Tempo depois requeri uma formação de Single Drum Driver e fui seleccionado para o treinamento. Voltei a trabalhar na nova profissão por 9 anos até que em 2005 fui eleito como Word Supervisor, tendo sido obrigado a abandonar a mina para trabalhar na Superfície. Já em 2008, a crise financeira que abalou o mundo afectou também a nossa mina e uma diminuição da mão de obra foi decretada. Desde então, encontro me em Moçambique junto da minha família, filhos e netos.

AUTHOR: Ernesto Libombo
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